notícias Moradores de SP criam hortas urbanas para gerar emprego e renda com orgânicos

Há 20 anos, o empresário gaúcho Hans Dieter Temp foi estudar na Europa e se inspirou na relação daquelas comunidades com a terra para fundar uma ONG na Zona Leste de São Paulo. “Na Alemanha, na Holanda e na Dinamarca muitas pessoas cultivam seus tomates e suas maçãs pela preocupação em consumir alimentos limpos. Nesses países, que sequer têm a nossa fertilidade e o nosso clima, a agricultura familiar é gerida com metas de colher e até de faturar, como uma grande empresa”, disse ele, que estudou administração, agropecuária e políticas ambientais. Hoje, a ONG Cidades Sem Fome faz a gestão de 27 hortas urbanas, que empregam 153 famílias no cultivo de alimentos sem agrotóxicos, que são vendidos e consumidos na própria região, diretamente do produtor para o consumidor, sem a participação de um intermediário, que desvalorizaria o trabalho do agricultor e poluiria o meio-ambiente no transporte. Todas as hortas do Cidades Sem Fome são feitas em terrenos públicos ou particulares, muitos deles pertencentes às concessionárias de energia, mediante a contratos, de modo que o proprietário também se beneficia ao dar destinação a um espaço anteriormente abandonado. "Não é mais possível concorrer com a especulação imobiliária na Avenida Paulista ou na Vila Madalena, mas a periferia tem milhares de espaços disponíveis", explica Hans Temp. A ONG conta com patrocinadores, que investem na criação de cada horta até que ela fique de pé. Os agricultores consomem 3% da produção e vendem os 97% dos alimentos nas feiras e restaurantes da região. Fonte: G1

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